Acordo reduz sódio em 90% dos alimentos industrializados.

30.01.2014

Foi feito um acordo entre o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) para reduzir a quantidade de sódio na comida industrializada. A redução do sódio em produtos atinge 90% da comida industrializada no país e é prevista a redução, em quatro anos, de até 68% do teor do elemento químico, presente, principalmente, no sal de cozinha, em laticínios, sopas e embutidos. O acordo foi firmado em 2011 e previa a redução gradativa dos teores do mineral até 2020 de produtos industrializados. O cálculo é que 28 mil toneladas de sódio sejam retiradas do mercado até 2020.   A maior redução será na muçarela, de 68% dos teores de sal até 2016. Até lá, os empanados deverão vir com 54,8% a menos e a linguiça frescal, 42%. A mortadela mantida sob temperatura ambiente é o item que terá menor redução no período. Ela deve chegar em 2016 com 16% dos teores de sal.   O brasileiro está acostumado com o consumo excessivo de sal. De acordo com a diretora de Análise de situação em Saúde, Deborah Malta, cada pessoa usa 12 gramas diárias do ingrediente, mais do que o dobro do que é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS): 5 gramas. Informação que garante que se o consumo fosse ajustado às metas da OMS, haveria uma redução de 15% nas mortes por Acidente Vascular Cerebral e uma queda de 10% nas mortes por infarto.   O Ministério da Saúde divulgou também os índices de hipertensão no País, identificados pela pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, Vigitel. O levantamento mostra que doença atinge 24,3% da população.   O estudo também mostra que a doença é mais comum entre as mulheres. Entre a população feminina, 26,9% são hipertensas, enquanto entre os homens o índice é de 21,3%. A escolaridade também é um fator importante: quanto mais anos de estudo, menor o porcentual. O Rio de Janeiro é a capital com maior índice de hipertensos: 29,7%. Recife vem em segundo lugar, com 26,9%. São Paulo está em 15º lugar: 23,5% dos entrevistados dizem ter o problema.