Entenda um pouco mais sobre Sepse

16.12.2014

A septicemia, sepse ou sépsis (do grego Σ?ψις, septikós, que causa putrefação + haíma, sangue), é uma inflamação sistêmica potencialmente fatal. O termo sepse significa putrefação, decomposição da matéria orgânica por um agente agressor (bactérias, fungos, parasitas, vírus).                                              

Os termos infecção e sepse são geralmente utilizados de forma independente, no entanto a terminologia acaba simplificando uma relação complexa. O termo infecção está relacionado à presença de agente agressor em uma localização (tecido, cavidade ou fluído corporal) normalmente estéril e o termo sepse está relacionado à consequente manifestação e reação inflamatória desencadeada por uma infecção grave.

A distinção entre os dois não é fácil, pois todo processo infeccioso desencadeia uma resposta do paciente e cada indivíduo apresenta um tipo de reação com magnitudes diferentes mediante um determinado invasor.

Ou seja, uma pessoa tem uma infecção e o organismo como uma forma de combater esta infecção lança substâncias no organismo que circulam pela corrente sanguínea e acaba avisando os órgãos. Gerando assim uma infecção generalizada, ou uma inflamação fazendo com que diversos órgãos parem de funcionar simultaneamente, o que os médicos chamam de falência múltipla de órgãos.

                                                

Antigamente, as septicemias eram quase sempre fatais. As descobertas de antibióticos modernos permitiram a possibilidade do combate de forma eficaz dessas infecções malignas, que continuam, no entanto, muito perigosas em organismos enfraquecidos, debilitados ou no caso de defesas imunitárias insuficientes, inclusive em doenças como:

– Pneumonia

– Cistite

– Otite

– Erisipela

– Meningite

Estando com alguma destas doenças, é necessário estar atento às seguintes características: febre, aceleração do coração (taquicardia), respiração mais rápida (taquipneia), fraqueza intensa e tonteiras, além de pelo menos um dos sinais de gravidade, como pressão baixa, diminuição da quantidade de urina, falta de ar, sonolência excessiva ou estado de confusão (principalmente os idosos).

Embora não existam sintomas específicos, todas as pessoas que estão passando por uma infecção e apresentam alguns dos sintomas acima devem procurar atendimento médico especializado imediatamente.

Há também os grupos de risco como prematuros; crianças abaixo de um ano; idosos acima de 65 anos; pacientes com câncer, HIV positivos ou que fizeram uso de quimioterapia ou outros medicamentos que afetam as defesas do organismo; pacientes com doenças crônicas como insuficiência cardíaca, insuficiência renal, diabetes; usuários de álcool e drogas e pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, cateteres ou sondas.

Atualmente, a sepse é a principal causa de morte nas unidades de terapia intensiva (UTI), causando mais mortes que o infarto do miocárdio e alguns tipos de câncer.

Segundo o ILAS - Instituto Latino Americano da Sepse, o Brasil tem uma das maiores taxas de mortalidade por sepse no mundo. Estima-se que 400 mil novos casos são diagnosticados por ano e 240 mil pessoas morram anualmente. O tratamento precoce é fundamental para que o paciente sobreviva ao tratamento.