O que são Infecções Sexualmente Transmissíveis?

27.08.2015
Atualizado em: 03/10/2018

 

Atenção: IST é a nova denominação que o Ministério da Saúde adotou em substituição ao termo DST. O termo IST já é utilizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelas principais instituições que lidam com Infecções Sexualmente Transmissíveis ao redor do mundo.
Ententa porque a nomenclatura foi alterada clicando aqui.

 

As InfecçõesSexualmente Transmissíveis ou ISTs são transmitidas, principalmente, através de contato sexual sem o uso de camisinha com um(a) parceiro(a) infectado(a) e se manifestam geralmente por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas.

Porém, infecções podem permanecer na condição assintomática, sem sintomas perceptíveis, por um período ou se manter assintomáticas durante toda a vida do portador. Algumas ISTs podem não apresentar sintomas, tanto no homem quanto na mulher, e se não diagnosticadas e tratadas a tempo podem evoluir para complicações graves, como infertilidade, câncer e até óbito.

Outras formas de infecção podem ocorrer através da transfusão de sangue contaminado ou pelo compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente no uso de drogas injetáveis. Algumas delas, como o HIV e a Sífilis, também podem ser transmitidas da mãe infectada, sem tratamento, para o bebê durante a gravidez, no parto; e, no caso do HIV, também na amamentação.

 

Tipos de ISTs:

  • Clamídia

Clamídia é a IST mais comum em todo o mundo, podendo atingir homens e mulheres em qualquer fase de suas vidas, podendo ser transmitida via contato sexual e de forma congênita, ou seja, passada de mãe para filho durante a gravidez.

O contágio pela bactéria Chlamydia trachomatis provoca inflamação nos canais genitais e urinários e o sintoma, quando ocorre, é um discreto corrimento. Nas mulheres, pode acontecer a formação de abscessos (obstruções com dilatação), infertilidade e dores pélvicas. Nos homens pode provocar esterilidade, uretrites, epididimites (inflamação no epidídimo - tubo que fica na parte de trás do testículo) agudas, prostatites (inflamação da próstata), artrite reativa e estenose uretral (estreitamento da uretra).

 

  • Gonorreia

O contágio pela bactéria Neisseria gonohhroeae pode atingir os órgãos genitais masculinos e femininos e os sintomas são diferentes de acordo com a região do corpo atingida. A gonorreia normalmente causa uretrite (inflamação infecciosa da uretra), secreção semelhante ao pus pela uretra, aumento do corrimento vaginal, micção (ato de expelir urina) dolorosa, dor pélvica, sintomas de infecção de garganta, coceira anal e conjuntivite (em neonatos).

A transmissão da doença pode ser através do sexo ou também através do parto, passando de mãe para filho. No primeiro mês de vida, o bebê infectado tem chance de desenvolver oftalmia neonatal, uma conjuntivite que pode levar à cegueira. Para prevenir, a conduta é aplicar um colírio na primeira hora após o nascimento (mas apenas com orientação médica).

 

  • Hepatite B

A hepatite B é transmitida pelo sangue, normalmente através de agulhas, materiais cortantes contaminados e através de relação sexual. Por isso, é importante o descarte de materiais de tatuagem, depilação, dentre outros e a esterilização de materiais de uso comum como alicates de unhas. É importante ressaltar, que não há riscos de transmissão da hepatite B através de procedimentos seguros e controlados, como a punção para a coleta de sangue no laboratório ou através das transfusões sanguíneas em bancos de sangue. A doença também pode ser transmitida de mãe para filho no momento do parto.

Os sintomas da hepatite B podem não aparecer, e grande parte dos infectados só descobrem a doença após anos, muitas vezes por acaso, em testes para esses vírus. Existe vacina para a hepatite B, que é ministrada em três doses intramusculares e com todas as doses tomadas da forma correta, o indivíduo fica imune para o resto da vida. Se não cuidada, a hepatite B pode evoluir para um quadro crônico e/ou para uma cirrose e até para o câncer de fígado. O tempo médio de incubação do vírus é de 90 dias.

 

Veja também:

 

 

  • Herpes

É uma doença causada por um vírus que, apesar de não ter cura, tem tratamento. É uma infecção recorrente (vem, melhora e volta). Nas mulheres, a herpes pode também se localizar nas partes internas do corpo. Uma vez infectada pelo vírus da herpes simples, a pessoa permanecerá com o vírus em seu organismo para sempre.

Seus sintomas são geralmente pequenas bolhas agrupadas que se rompem e se transformam em feridas. As lesões com frequência são muito dolorosas e precedidas por eritema (vermelhidão) local. A primeira crise é geralmente mais intensa e demorada que as subsequentes e o caráter recorrente da infecção é aleatório (não tem prazo certo) podendo ocorrer após semanas, meses ou até anos da crise anterior. Depois que a pessoa teve contato com o vírus, os sintomas podem reaparecer dependendo de fatores como estresse, cansaço, esforço exagerado, febre, exposição ao sol, traumatismo, uso prolongado de antibióticos e menstruação. A herpes é altamente transmissível, a pessoa pode estar contaminada pelo vírus e não apresentar ou nunca ter apresentado sintomas e, mesmo assim, transmiti-lo a(ao) parceira(o) numa relação sexual. Por isso, a primeira orientação aos pacientes sempre diz respeito aos cuidados higiênicos locais como lavar bem as mãos, evitar contato direto com outras pessoas e não furar as bolhas sob nenhum pretexto, além do uso de preservativo.

 

  • HIV

O HIV é o vírus da imunodeficiência causador da Aids. Ele destrói as células de defesa (linfócito T), responsáveis por defender o organismo de doenças, resultando na baixa imunidade do organismo deixando-o suscetível a outras infecções. Dentre os sintomas iniciais, destacam-se: fadiga, febre, distúrbios do sistema nervosos central, inchaço crônico dos gânglios linfáticos e o surgimento de vesículas avermelhadas na derme. Ser portador do HIV não é a mesma coisa que ter a Aids, há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, estes podem transmitir o vírus a outros através de relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou para filho durante a gravidez e a amamentação. Por isso, é muito importante se proteger em todas as situações e fazer o teste regularmente.

 

  • HPV

O HPV é um Papilomavírus humano que provoca verrugas, com aspecto de couve-flor e de tamanhos variáveis, nos órgãos genitais. Atualmente, existem mais de 100 tipos de HPV. No homem, é mais comum na cabeça do pênis (glande) e na região do ânus. Na mulher, os sintomas mais comuns surgem na vagina, vulva, região do ânus e colo do útero.  Ele pode ainda estar relacionado ao aparecimento de alguns tipos de câncer, principalmente no colo do útero, no pênis ou no ânus, porém, nem todo caso de infecção pelo HPV irá causar câncer.

O exame de prevenção do câncer ginecológico, o Papanicolaou, pode detectar alterações precoces no colo do útero e deve ser feito de rotina por todas as mulheres.

Não há determinação do tempo em que o HPV pode permanecer sem sintomas e quais são os fatores responsáveis pelo desenvolvimento de lesões. A principal forma de transmissão do vírus é pela via sexual, que inclui o contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Portanto, a infecção pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal. Para a transmissão, a pessoa infectada não precisa apresentar sintomas, mas quando a verruga é visível, o risco de transmissão é muito maior. O uso da camisinha durante a relação sexual geralmente impede a transmissão do vírus, que também pode ser transmitido para o bebê durante o parto.

 

  • Pediculose pubiana

Também conhecida como chato ou ftiríase, é causada pelo parasita Pthirus púbis, que habita principalmente nos pelos da região pubiana, mas pode também ser encontrado nas coxas, baixo tórax, axilas, ânus e até na barba e no couro cabeludo. Eventualmente acometem as sobrancelhas e cílios (por auto-inoculação). O prurido (coceira) determinado pela parasitose é causado pela saliva do inseto, liberada ao sugar o sangue do hospedeiro. É transmitido principalmente pelo contato sexual com pessoa infestada, podendo ocorrer também através do uso comum de vestimentas, toalhas, vasos sanitários, etc.

Os sintomas dessa IST têm início de uma a duas semanas após o contato com o parasita. A principal queixa é a coceira. Nos locais da picada, podem ocorrer alterações da pele semelhantes à urticária, bolhas e manchas azuladas.

 

  • Sífilis

É uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum que surge de uma lesão nos órgãos genitais e posteriormente, ocasiona lesões espalhadas pelo corpo. Com evolução lenta, a doença pode se manifestar em três estágios. Os maiores sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que a doença é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintoma e, por isso, dá a falsa impressão de cura da doença. Quando não tratada, a sífilis pode causar cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas cardíacos.

Todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticar a doença, principalmente as gestantes, pois a sífilis congênita pode causar aborto, má formação do feto e/ou morte ao nascer. O teste deve ser feito na 1ª consulta do pré-natal, no 3º trimestre da gestação e no momento do parto (independentemente de exames anteriores). O cuidado também deve ser especial durante o parto para evitar sequelas no bebê, como cegueira, surdez e deficiência mental. Assim como todas as ISTs, o parceiro também precisa ser tratado.

 

  • Tricomoníase

Doença infectocontagiosa do sistema gênito-urinário do homem e da mulher, causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. Atinge, principalmente, o aparelho digestivo e genital, causando inflamação do canal vaginal, nas mulheres, e da uretra nos homens. Na mulher, ainda pode causar corrimento amarelo, fétido, com cheiro típico, que pode causar irritação urinária. No homem, pode também causar uma uretrite de manifestações em geral discretas (ardor e/ou prurido uretral e secreção brancacenta, amarelada ou amarelo esverdeada), podendo eventualmente ser ausentes em alguns e muito intensas em outros. É uma das principais causas de vaginite, vulvovaginite e cervicite (infecção do colo do útero) da mulher adulta podendo, porém, transcorrer com pouca ou nenhuma manifestação clínica.

 

  • Verrugas Genitais

As verrugas genitais também conhecidas como condilomas acuminados ou cristas de galo, são geralmente causadas pelo vírus HPV, da família Papilomaviridae do tipo 6 ou 11 (90% dos casos), onde a verruga afeta o tecido úmido da área genital tanto dos homens quanto das mulheres (vulva, uretra, pênis, vagina ou colo do útero). As verrugas genitais podem aparecer pequenas, como caroços cor de carne ou com uma aparência de couve-flor. Em muitos casos, as verrugas são tão pequenas que não podem ser vistas a olho nu. O HPV provoca a proliferação das células atacadas, causando tumores que podem ser benignos, verrugas genitais e anais ou malignos, que podem evoluir para câncer. Nas mulheres, as verrugas genitais podem crescer na vulva (área externa da vaginal), na área entre a vagina e o ânus, no canal anal e no colo do útero. Nos homens, elas podem ocorrer na ponta ou eixo do pênis, no escroto ou no ânus. As verrugas genitais também podem se desenvolver na boca ou na garganta de uma pessoa que teve contato sexual oral com uma pessoa infectada.

 

Diagnóstico

 

 

 

 

 

 

 

Richet realiza a Pesquisa e Tipagem do HPV por Método Molecular e um Painel molecular para diagnóstico e triagem das principais Infecções Sexualmente Transmissíveis pela Técnica de P.C.R. em Tempo Real em todas as suas unidades. Inclui as seguintes pesquisas:

P.C.R. Trichomonas vaginalis

P.C.R.Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae

P.C.R. Ureaplasma urealyticum

P.C.R. Mycoplasma hominis

P.C.R. Mycoplasma genitalium

 

Tratamento

O tratamento dependerá do tipo de IST. Para algumas, o tratamento pode envolver medicamentos ou injeção; para outras, que não têm cura, o tratamento pode ajudar a aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida do paciente e interromper a cadeia de transmissão da doença.

O paciente deve usar somente os medicamentos prescrevidos pelo médico.  

E lembre-se: Usar preservativos em todas as relações sexuais é o método mais eficaz para a redução do risco de transmissão das ISTs.

 

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