Câncer de Próstata: Conheça os exames indicados para seu diagnóstico

03.11.2021

O câncer de próstata é o segundo câncer mais frequente na população masculina (atrás apenas do câncer de pele – não melanoma). Seu diagnóstico é desafiador, uma vez que suas principais ferramentas, representadas pelo toque retal e dosagem sanguínea de antígeno prostático específico (PSA), apresentam limitações bem conhecidas. Além disso, com a evolução no entendimento da doença e no manejo dos pacientes, há uma necessidade cada vez maior de individualizar o tratamento.

Antígeno Prostático Específico (PSA)

O antígeno prostático específico (PSA) é uma enzima produzida pelas células da glândula prostática, encontrada principalmente no sêmen, mas também encontrada em uma pequena quantidade no sangue. O PSA pode ser avaliado através de um exame de sangue simples, que diagnostica alterações na próstata como prostatite, hipertrofia benigna da próstata ou o câncer de próstata.

A chance de desenvolvimento do câncer de próstata aumenta proporcionalmente com o aumento do nível do PSA. Em estudos multicêntricos, têm sido relatados valores de PSA Total conforme a faixa etária (valores de referência):

  • 40 a 49 anos: 0 a 2,5 ng/mL
  • 60 a 69 anos: 0 a 4,5 ng/
  • 50 a 59 anos: 0 a 3,5 ng/mL
  • 70 a 79 anos: 0 a 6,5 ng/mL

 

Se o nível do PSA de um paciente estiver dentro destes valores de referência, o médico define se há necessidade de repetição do exame ou a realização de outro exame para fechar o diagnóstico.

Ressonância Magnética da Pelve

A avaliação da próstata por ressonância magnética de pelve vem ganhando cada vez mais espaço nos últimos anos e se consolidando como importante ferramenta auxiliar no diagnóstico e estratificação de risco da doença. Atualmente, é possível empregar protocolo direcionado a avaliação da próstata por RM, denominado de avaliação multiparamétrica. São obtidas imagens para a avaliação da anatomia prostática, associadas a imagens que podem caracterizar possíveis áreas de aumento de celularidade na glândula (neoplasia), e, ainda, imagens após a administração intravenosa de contraste (gadolíneo). Em conjunto, as imagens obtidas proporcionam diferentes aspectos que permitem a caracterização de possíveis focos de tecido acometido por tumor, permitindo assim a diferenciação mais precisa, com base nas diferentes imagens, entre tecido prostático sadio versus tecido doente. A evolução tecnológica dos equipamentos de RM permite, hoje, a realização dos exames da próstata sem a utilização das bobinas endorretais, cuja aceitação pelos pacientes era extremamente baixa face ao desconforto gerado.

Algumas instituições que produzem diretrizes para o manejo do câncer de próstata, como a National Comprehensive Cancer Network (NCCN), já recomendam o uso da ressonância magnética no auxílio no diagnóstico e estratificação de risco da doença, ratificando a utilização do método de forma cada vez mais ampla.

 

Dr Ricardo Vezzani, radiologista do Richet Medicina & Diagnóstico, responde suas dúvidas a respeito dos Exames de Próstata. Clique para assistir!