Carnaval: período de alerta para 6 infecções sexualmente transmissíveis

13.02.2019

Neste período de carnaval, as relações sexuais sem camisinha costumam ser muito comuns, especialmente entre os mais jovens, o que é um grande perigo, como comprovam as organizações de saúde.

Portanto, é preciso estar alerta e se prevenir, pois as Infecções Sexualmente Transmissíveis ou ISTs são transmitidas, principalmente, através de contato sexual sem o uso de camisinha com um(a) parceiro(a) infectado(a).

 

 

Existem seis infecções sexualmente transmissíveis que são mais recorrentes no período de folia. Veja abaixo:

 

As 6 IST’s mais comuns no Carnaval

  • HIV / Aids

O HIV é o vírus da imunodeficiência causador da Aids. Ele destrói as células de defesa (linfócito T), responsáveis por defender o organismo de doenças, resultando na baixa imunidade do organismo deixando-o suscetível a outras infecções.

O que muitas pessoas não sabem é que ser portador do HIV não é a mesma coisa que ter a Aids, há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, estes podem transmitir o vírus a outros através de relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou para filho durante a gravidez e a amamentação. Por isso, é muito importante se proteger em todas as situações e fazer o teste regularmente.

 

Pesquisadores identificam novo subtipo do vírus HIV

Pela primeira vez em 19 anos, pesquisadores descobriram um novo subtipo do vírus da aids. A cepa inédita pertence ao grupo que gera mais de 90% dos casos da pandemia. Cientistas do Laboratório Abbott e da Universidade do Missouri (EUA) assinam a pesquisa, publicada na Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes.

 

Veja também no Blog Richet: Conheça o vírus HTLV, o "primo" do HIV

 

  • Gonorreia

O contágio pela bactéria Neisseria gonohhroeae pode atingir os órgãos genitais masculinos e femininos e os sintomas são diferentes de acordo com a região do corpo atingida. A gonorreia normalmente causa uretrite (inflamação infecciosa da uretra), secreção semelhante ao pus pela uretra, aumento do corrimento vaginal, micção (ato de expelir urina) dolorosa, dor pélvica, sintomas de infecção de garganta, coceira anal e conjuntivite (em neonatos).

A gonorreia pode ainda assumir um estágio em que se torna resistente a antibióticos. Saiba mais sobre a “supergonorreia” no Blog do Richet:

 

  • Sífilis

Em 5 anos o Brasil registrou um aumento de 5.000% (entre 2010 e 2015) do número de casos, segundo dados do Ministério da Saúde.

É uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum que surge de uma lesão nos órgãos genitais e posteriormente, ocasiona lesões espalhadas pelo corpo.

 

  • HPV

O HPV é um Papilomavírus humano que provoca verrugas, com aspecto de couve-flor e de tamanhos variáveis, nos órgãos genitais. Atualmente, existem mais de 100 tipos de HPV. A principal forma de transmissão do vírus é pela via sexual, que inclui o contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Portanto, a infecção pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal.

 

Veja também no Blog Richet: o que são infecções sexualmente transmissíveis?

 

  • Herpes

É uma doença causada por um vírus que, apesar de não ter cura, tem tratamento. É uma infecção recorrente (vem, melhora e volta). Nas mulheres, a herpes pode também se localizar nas partes internas do corpo. Uma vez infectada pelo vírus da herpes simples, a pessoa permanecerá com o vírus em seu organismo para sempre.

 

  • Hepatite

A hepatite B é outra doença muito comum no período de carnaval, pois é transmitida, entre muitos fatores, através de relação sexual.

Os sintomas da hepatite B podem não aparecer, e grande parte dos infectados só descobrem a doença após anos, muitas vezes por acaso, em testes para esses vírus. A doença é grave e, por muitas vezes, pode causar danos irreversíveis. Por isso, é tão importante praticar sexo seguro.

Entenda mais sobre a hepatite:

 

Richet oferece diagnóstico para as principais infecções sexualmente transmissíveis

Richet realiza a Pesquisa e Tipagem do HPV por Método Molecular e um Painel molecular para diagnóstico e triagem das principais Infecções Sexualmente Transmissíveis pela Técnica de P.C.R. em Tempo Real em todas as suas unidades. Inclui as seguintes pesquisas:

• P.C.R. Trichomonas vaginalis

• P.C.R.Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae

• P.C.R. Ureaplasma urealyticum

• P.C.R. Mycoplasma hominis

• P.C.R. Mycoplasma genitalium

 

Camisinha

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o uso da camisinha entre jovens entre 15 e 24 anos vem diminuindo vertiginosamente, e mais da metade dos brasileiros não usa – ou raramente usa – camisinha. Esses dados são extremamente preocupantes, pois a camisinha é fundamental para se prevenir da AIDS, de outras infecções sexualmente transmissíveis e da gravidez não desejada.

O diretor médico do Richet, Dr. Helio Magarinos Torres Filho, falou à Revista Viva Saúde sobre a importância do uso de preservativo e os riscos de não utilizá-lo durante as relações sexuais.

 

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a camisinha possui a mesma eficácia em comparação às camisinhas vendidas em farmácias. Largura, comprimento e espessura, além da capacidade volumétrica e pressão de estouro respeitam os padrões e exigências estabelecidos.

São distribuídas gratuitamente em postos de saúde e organizações não governamentais, para que todos possam se prevenir da AIDS, de outras infecções sexualmente transmissíveis e da gravidez não desejada.

Portanto, se proteja no Carnaval (e depois dele também)!

 

 

 

 

 

 

 

  • *Fontes:

http://www.aids.gov.br/pt-br/noticias/seis-doencas-sexualmente-transmissiveis-em-alta-entre-jovens-brasileiros-saiba-como-evita

http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/previna-se

http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/prevencao-combinada/preservativo

http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2017/04/sifilis-volta-ser-uma-epidemia-no-brasil-apesar-do-tratamento-rapido.html