Coronavírus: tipos, sintomas, transmissão, diagnóstico e prevenção

10.03.2020

Os Coronavírus, que fazem parte de uma família de vírus, conhecidos desde os meados da década de 1960, estão associados ao desencadeamento de infecções respiratórias, provocando desde sintomas mais leves, semelhantes aos resfriados, até casos mais complexos, como síndromes respiratórias graves. 

São identificados atualmente 7 tipos principais de Coronavírus, sendo os quatro mais comuns (alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43 e HKU1) responsáveis por quadros mais brandos de infecção respiratória. Outros dois tipos, o SARS-CoV, causador da síndrome conhecida como SARS (“Severe Acute Respiratory Syndrome”) e o MERS (“Middle East Respiratory Syndrome”) foram associados a quadros mais graves de infecção respiratória. O SARS-CoV causou um surto que teve início em 2002 na China e se espalhou por mais de 12 países, incluindo Américas do Norte e do Sul, Europa e Ásia, infectando mais de 8.000 pessoas e causando cerca de 800 mortes. Desde 2004 não existe relato de novos casos de SARS-CoV. O MERS foi primeiramente isolado em 2012, na Arábia Saudita, passando a outros países do Oriente Médio, Europa e África.

Em dezembro de 2019 foram relatados casos de pneumonia grave na província de Wuhan, na China, até então sem a identificação do agente causador, o qual foi identificado em 7 de janeiro de 2020, denominado 2019-nCoV e depois modificado para COVID-19.

O surto de Coronavírus se tornou uma pandemia?

Até o momento em que este artigo foi escrito, foram registrados cerca de 118 mil casos de infecção pelo COVID-19, tendo causado aproximadamente 4200 mortes. A grande maioria dos casos estava concentrada na China e países vizinhos, como a Coreia do Sul, mas no início de Março houve um aumento dos registro em diversos países da Europa e também na América do Norte. No Brasil, temos 34 casos confirmados* nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Alagoas, Minas Gerais e Espírito Santo. (*Dados até 10/03) Especialistas afirmam que o COVID-19 tem alto potencial pandêmico, por conta de sua disseminação global acelerada, e sua transmissão avançada em várias regiões do mundo, como Coreia do Sul, Japão, Irã e Itália.

Os números atualizados podem ser obtidos através deste link (clique aqui)

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Transmissão

A transmissão dos subtipos do Coronavírus pode se dar por 3 formas:

- Por vias respiratórias, através do ar e de gotículas provenientes de espirros, tosse ou da fala de indivíduos infectados;
- Por contato físico, como beijos, abraços e apertos de mão;
- Por meio do contato de superfícies contaminadas, como corrimões, maçanetas, etc.

Calcula-se que para que haja a transmissão do vírus, as pessoas têm que estar a cerca de 2 metros de outra contaminada, em ambientes fechados.

Período de incubação

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tempo entre a infecção pelo Coronavírus e o início dos sintomas da doença varia de 2 a 14 dias. O período de incubação é o mesmo para todos os subtipos do vírus, inclusive do COVID-19. Ainda em estudo a possibilidade de transmissão da doença antes do aparecimento de sintomas.

Sintomas de doenças causadas pelo Coronavírus

Tosse seca, febre e cansaço são os principais sintomas, mas alguns pacientes também podem sentir dores no corpo, congestionamento nasal, inflamação na garganta ou diarreia.

- Tosse;
- Febre;
- Cansaço;
- Dificuldade respiratória e falta de ar;
- Congestão nasal;
- Inflamação na garganta.

Em alguns casos, os pacientes também podem sentir dores no corpo ou diarreia. Já nas síndromes respiratórias mais graves, as complicações podem evoluir para fases agudas, insuficiência renal e até mesmo levar à morte.

COVID-19 e a gravidade da doença

Enquanto nos casos de SARS e MERS, a mortalidade variava em torno de 10% e 36%, respectivamente, as infecções pelo COVID-19 registram cerca de 2% de mortalidade. Já a Influenza H1N1 registrou cerca de 14% de mortalidade, sendo que a Gripe comum, também conhecida como Influenza Sazonal, causa cerca de 0,1% - 0,4% de mortes. Portanto, se levarmos em consideração os casos mais brandos, que acabam não sendo registrados, os índices de letalidade do COVID-19 estão mais próximos da Gripe comum do que do SARS ou MERS.

Vale ainda ressaltar, que, assim como ocorre com outras viroses respiratórias, incluindo a gripe comum, os maiores grupos de risco permanecem em pessoas que possam ter o seu sistema imunológico comprometido, como idosos, crianças menores de 2 anos e pacientes portadores de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão arterial, câncer, etc.

Definição de casos suspeitos

São definidos como casos suspeitos, os pacientes que apresentam sintomas respiratórios (Coriza, Febre, Mal-Estar, Tosse, Dificuldades para respirar, Congestão Nasal, Inflamação na Garganta) e estiveram em regiões de risco nos últimos 14 dias, ou aqueles que tiveram contato com pessoas comprovadamente infectadas pelo COVID-19 neste período. Para ver a relação atualizada de países com casos confirmados, clique aqui.

Diagnóstico

O Richet oferece dois tipos de testes que podem ser de utilidade para o diagnóstico de infecções pelo COVID-19.

Painel Respiratório por PCR (Biofire Filmarray, BioMérieux)

O teste, que é feito a partir da coleta de um “swab” de nasofaringe (através das narinas) identifica a presença de 22 patógenos de infecções respiratórias, incluindo 18 vírus e 4 bactérias. Este teste identifica 5 tipos de Coronavírus (229E, HKU1, OC43, NL63 e MERS), mas não identifica o COVID-19. A suas indicações recaem tanto como teste de exclusão de infecção pelo COVID-19, como também para o diagnóstico diferencial com outros patógenos respiratórios. O resultado é disponibilizado no mesmo dia.

Pesquisa para Coronavírus 2019 (COVID-19) | Pesquisa para COVID-19 por PCR

Este, que é o teste específico para a pesquisa do COVID-19, também é realizado através de coleta de material de nasofaringe, assim como o Painel Viral, tem a sua principal indicação

A indicação para a coleta é que seja feita entre o 2º e o 7º dia após o aparecimento dos sintomas. 

O Richet oferece a Pesquisa de COVID-19 por PCR, que detecta o novo subtipo do Coronavírus. O teste está disponível para atendimento domiciliar.

O Richet vai até você! Agende a coleta do teste:

♦ Central de Relacionamento: (21) 3184-3000

♦ Contato Site: http://www.richet.com.br/contato-cliente/

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Tratamento

Segundo o Ministério da Saúde, ainda não existe tratamento específico ou vacina contra o COVID-19. O tratamento indicado para pacientes infectados é apenas para alívio dos sintomas, como repouso e ingestão de bastante água, além de medicamentos analgésicos para dor e febre. Entretanto, existe uma corrida da comunidade científica e empresas de alta tecnologia que prometem o desenvolvimento de vacinas em tempo recorde.

Medidas de Prevenção

Para se prevenir de doenças causadas por coronavírus COVID-19 e também outras viroses respiratórias as principais medidas preventivas são:

- Evite contato próximo com pessoas que apresentam infecções respiratórias ou que tiveram contato com pessoas comprovadamente infectadas.
- Lave bem as mãos com água e sabão e/ou utilize álcool gel (apenas com água não basta);
- Utilize lenços descartáveis sempre que precisar assoar o nariz;
- Evite tocar as mucosas dos olhos, nariz e boca, mesmo com as mãos higienizadas;
- Evite compartilhamento de objetos de uso pessoal, como copos, talheres e toalhas;
- Evite aglomerações e multidões em ambientes fechados;
- Em casa, limpe regularmente os ambientes e mantenha-os ventilados;
- Cozinhe bem os alimentos, principalmente ovo e carnes;
- Só ingira água e líquidos filtrados ou fervidos.

O uso de máscaras ajuda na prevenção ?

O uso de máscaras respiratórias, luvas e gorros, não têm indicação em pessoas saudáveis. Estes equipamentos de proteção individual devem ser reservados apenas para aqueles casos definidos como suspeitos, pois são utilizados para prevenir a transmissão de pessoas infectadas para outras.

Existe motivo para pânico em relação à infecção pelo COVID-19?

Até o momento, pelos dados divulgados, o que se sabe é que se trata de uma infecção viral respiratória que causa, na grande maioria dos casos, sintomas respiratórios que variam de leves a moderados, semelhantes aos sintomas da Gripe Comum; não havendo, portanto, motivo para pânico. Os grupos de pessoas que podem estar em maior risco e que devem ter maior atenção com as medidas de proteção incluem as pessoas com algum grau de deficiência no seu sistema imunológico, que regula as suas defesas, incluindo idosos (> 65 anos), portadores de doenças crônicas (diabetes, hipertensão arterial, AIDS, câncer, etc). Apesar de não haver muitos relatos de infecções em crianças (< 2 anos), elas também devem ser consideradas como grupo de risco, e o mesmo pode ser aplicado para gestantes.

Fontes:
World Health Organization

Centers for Disease Control and Prevention

Dr. Helio Magarinos na Globo News

O diretor médico do Richet Medicina & Diagnóstico, Dr. Helio Magarinos Torres Filho, concedeu entrevista à Globo News sobre o Coronavírus, e tirou algumas dúvidas sobre o o vírus.

 

 

 

Conversa com Dr. Helio Magarinos Torres Filho, diretor médico do Richet:

  Coronavírus: tire todas as suas dúvidas sobre o vírus

 

 

 

 

Autor

Dr. Helio Magarinos

Diretor Médico      CRM 52.47173-0

Diretor do Richet Medicina & Diagnóstico, Helio Magarinos Torres Filho é Médico formado pela Universidade Federal Fluminense, especializado em Patologia Clínica e Medicina Laboratorial e possui MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC. Helio Magarinos também é Membro da Sociedade Brasileira de Patologia Clinica (SBPC), da American Association for Clinical Chemistry (AACC), da American Society for Microbiology (ASM), da American Molecular Pathology (AMP) e da European Society for Microbiology and Infectious Diseases (ESCMID).