Diagnóstico da Esclerose Múltipla

20.08.2021

A Esclerose Múltipla é uma doença desmielinizante crônica imunomediada que pode acometer a substância branca ou cinzenta do sistema nervoso central (SNC), tanto em adultos quanto em crianças.

Para o diagnóstico desta condição há critérios bem estabelecidos que precisam demonstrar sinais de que a doença acomete diferentes compartimentos do SNC (critério de “disseminação no espaço”), ou de novas e diferentes lesões sendo observadas em momentos diversos da vida do indivíduo (critério de “disseminação no tempo”).

Neste sentido, a ressonância magnética (RM) desempenha papel fundamental já que permite estudar de forma não invasiva (sem cortes ou necessidade de biópsias) todas as estruturas do SNC, tais como o cérebro, cerebelo, tronco encefálico e pares cranianos (como os nervos ópticos) com alta sensibilidade para a detecção inclusive de mínimas lesões.

Idealmente, a RM cerebral ou de todo neuroeixo deve incluir o uso do meio de contraste (administrado por via venosa), e dar preferência a máquinas de alto campo magnético (1.5 Tesla ou superior), com sequências volumétricas e de aquisição 2D com cortes finos objetivando a obtenção de imagens detalhadas, com alta resolução espacial e maior conspicuidade / habilidade na detecção, localização, acompanhamento e verificação de atividade inflamatória de potenciais lesões desmielinizantes.

O estudo radiológico com a RM contrastada pretende:

- Confirmar ou afastar o diagnóstico de esclerose múltipla ou de outras condições que cursem com acometimento da mielina, de natureza inflamatória, metabólica ou tumoral.

- Detectar e localizar as lesões, mesmo quando o paciente não tem queixas clínicas ou neurológicas (doença subclínica / em fase “silenciosa”).

- Monitorizar a progressão da doença, buscando ativamente pelo aumento das dimensões de lesões conhecidas ou verificando o surgimento de novas lesões.

- Verificar se há sinais de doença inflamatória em atividade, tais como lesões com captação do meio de contraste e/ou com restrição na sequência ponderada em difusão.

- Avaliar resposta aos tratamentos instituídos.

- Buscar por sinais de cronicidade ou de acometimento irreversível.

- Avaliar atrofia cerebral através de estudo volumétricos seriados comparativos.

Convém ressaltar que a RM permite usar uma ampla gama de sequências especiais avançadas e sofisticadas, buscando por mínimas alterações na microestrutura cerebral, antes que se desenvolvam lesões definitivas ou com perda volumétrica do tecido encefálico ou medular.

Para uma melhor experiência do paciente, otimização dos resultados e avaliações, podemos dar algumas dicas que consideramos fundamentais:

- Busquem realizar seus exames em locais com equipamento de qualidade, com equipe técnica e médica dedicadas e especializadas, e com protocolos de exame bem definidos.

- Escolham Centros Radiológicos como o Richet. Contamos com um parque tecnológico avançado, altamente eficiente para a aquisição e processamento das imagens, mas também apto a realizar o armazenamento digital dos exames aqui adquiridos ou oriundos de outros serviços, com impacto direto no controle evolutivo e comparativo da doença.

O diagnóstico correto e precoce permite o estabelecimento de tratamentos adequados, objetivando controlar e debelar a evolução da doença, e sobretudo tentando prevenir possíveis quadros de incapacidade física ou psíquica.

Em caso de dúvidas, nossas equipes estão disponíveis para dar quaisquer esclarecimentos ou orientações.

 

 

 


 

 

 

 

Autor

Dra. Andrea Silveira de Souza

Radiologia      CRM 52.59749-1

Médica formada pela UFRJ, com residência médica em Diagnóstico por Imagem na Escola Paulista de Medicina (EPM - UNIFESP) e doutorado em Ciências na Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo (FM-USP). Titulo de especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e pela Associação Médica Brasileira (AMB). Membro Titular do Colégio Brasileiro de Radiologia.