Trombose: tipos, sintomas, causas, diagnóstico e prevenção

14.10.2019

A trombose é a formação de um coágulo (trombo) no interior de um vaso sanguíneo ou do coração, que causa a obstrução do fluxo de sangue. Quando ocorrem em veias profundas de membros inferiores, eles causam a doença conhecida como Trombose Venosa Profunda (TVP) – que pode causar sequelas graves.

De acordo com a dra. Alessandra Fois, angiologista do Richet Medicina & Diagnóstico, os principais sintomas são dores, queimação, inchaço e mudança na cor da pele nos membros inferiores, e a formação dos trombos é mais comum nas veias das pernas, também podendo ocorrer nos braços.

 

Mais de um milhão de casos por ano

No Brasil, estima-se que dois em cada mil habitantes sejam acometidos pela trombose. Nos Estados Unidos, são mais de 300 mil novos casos por ano, enquanto na Europa este número chega a mais de meio milhão de pessoas acometidas pela doença. Segundo a International Society on Thrombosis and Haemostasis (Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia), calcula-se ainda que uma em cada quatro pessoas no mundo morre por condições causadas pela trombose.

 

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Como ocorre a trombose?

A trombose venosa profunda é causada pela alteração da coagulação sanguínea, com a formação de coágulos no sangue. Ela pode ser decorrente tanto de fatores adquiridos como hereditários.

 

Sintomas da trombose

Cerca de metade dos casos de trombose são assintomáticos, ou seja, não manifestam sintomas. Mas em algumas pessoas, os sinais mais claros da doença são dores nas pernas (principalmente nas panturrilhas), nos pés e nos tornozelos, partes do corpo que normalmente são mais acometidas pela trombose.

Fique atento também a outros sintomas da trombose:

  • - Dores na parte do corpo afetada;
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  • - Sensação de queimação na região afetada;
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  • - Alterações na cor da pele (que pode ficar avermelhada ou azulada) na região afetada;
  •  
  • - Edema (inchaço) na parte do corpo afetada;
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  • - Endurecimento da pele.

 

Causas e fatores de risco da trombose

A imobilidade (permanecer por muito tempo parado na mesma posição) é uma das causas de trombose mais comuns. Um estilo de vida sedentário e internações hospitalares por um período de tempo muito longo, por exemplo, favorecem a criação de trombos, assim como movimentar-se pouco ou permanecer sentado por muito tempo durante viagens longas de avião ou ônibus. Isto ocorre porque o corpo em repouso por tempo prolongado impede que os músculos se contraiam, dificultando a circulação sanguínea, o que pode levar a formação dos trombos.

O uso de anticoncepcionais também aumenta os riscos de desenvolver trombose. Estudos mostram que o risco é quatro vezes maior de ocorrer trombose em mulheres que utilizam pílulas anticoncepcionais em relação às que não usam. Esse risco também aumenta com a idade: a incidência em mulheres é bem maior a partir dos 40 anos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Além da imobilidade, outros fatores que aumentam o risco de desenvolver trombose são:

  • - Terapia de reposição hormonal;
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  • - Cirurgias;
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  • - Varizes;
  •  
  • - Consumo de cigarros e álcool;
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  • - Obesidade (o excesso de peso e acúmulo de gordura exercem pressão maior sobre as veias e dificultam a circulação de sangue);
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  • - Idade avançada (sobretudo acima dos 60 anos);
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  • - Marcapassos e cateteres (podem diminuir o fluxo do sangue);
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  • - Pacientes com insuficiência cardíaca (quando o coração não consegue bombear sangue adequadamente, os riscos de coagulação aumentam);
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  • - Tumores malignos e alguns tipos de câncer (pois aumentam a quantidade de substâncias coagulantes no sangue);
  •  
  • - Infecções gastrointestinais;
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  • - Policetemia (produção excessiva de glóbulos vermelhos, que deixam o sangue mais denso que o normal, facilitando a formação de trombos;
  •  
  • - Histórico familiar e predisposição genética;
  •  
  • - Distúrbio de hipercoagulabilidade (condição que aumenta o risco de formação de coágulos sanguíneos) hereditário ou adquirido.

 

Trombose e Gravidez

Durante o período de gestação, o número de substâncias coagulantes no sangue aumenta, pois o organismo da mulher começa a se preparar para o parto. Além disso, a gravidez aumenta a pressão exercida sobre as veias das pernas e da pélvis. São alguns fatores, portanto, que deixam a mulher grávida mais suscetível a desenvolver trombose: segundo a a dra. Alessandra Fois, angiologista do Richet Medicina & Diagnóstico, o risco absoluto de Trombose Venosa Profunda na gestação é de 0,1 %

A mulher também precisa estar atenta ao pós-parto: o risco de coagulação e formação de trombos continua alto mesmo 40 dias após o parto.

 

Diagnóstico da trombose

Como saber se o seu caso é de trombose ou não? Segundo a dra. Alessandra Fois, por muitas vezes, alguns métodos e exames físicos podem não ser suficientes para um diagnóstico adequado. Portanto, seu médico poderá solicitar alguns exames.

“O principal exame para diagnóstico de trombose venosa profunda é a Eco Color Doppler Venoso do Membros Inferiores, no qual um Ultrasom com mapeamento a cores será realizado, de maneira não invasiva, com diagnóstico e detecção de 98 % a 100% dos casos de TVP”, afirma a doutora.

O Richet Medicina & Diagnóstico disponibiliza todos os exames para um diagnóstico preciso, e conta com os equipamentos mais modernos do mercado.

 

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Prevenção

Algumas dicas para prevenir a trombose:

  • - Pare de fumar e diminua a ingestão de álcool;
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  • - Evite ficar mais de duas horas parado na mesma posição (salvo quando estiver dormindo).
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  • - Movimente-se sempre que possível: as chances de desenvolver trombose diminuem consideravelmente se você pratica atividades físicas, realiza pequenas caminhadas ou simplesmente fica mais tempo de pé. Se você trabalha muitas horas sentado e precisa permanecer parado por longos períodos, procure levantar-se e movimentar-se de vez em quando para ativar o fluxo sanguíneo.
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  • - Faça massagens nas pernas para ativar a circulação;
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  • - Use roupas um pouco mais largas, que não causem compressão;
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  • - Mantenha-se hidratado em viagens aéreas longas.

 

Caso você pertença a algum grupo de risco, procure seu médico. Existem medidas preventivas especiais que precisam ser adotadas, como uso de meias de compressão (meias elásticas medicinais) ou de medicações anticoagulantes.

 

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Fontes:

Ministério da Saúde
Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia (International Society on Thrombosis and Haemostasis - ISTH)
Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV)