EGFR | BRAF | KRAS - Análise de mutações somáticas no sangue para paciente oncológico

31.01.2016

Em pacientes oncológicos há uma porcentagem significativa da qual não é possível obter uma biópsia no momento do diagnóstico ou a quantidade de tecido tumoral é insuficiente para realizar uma análise molecular. No caso do câncer de pulmão avançado (estágios IIIB e IV), este problema afeta de 20-30% dos pacientes. No Brasil, o câncer de pulmão apresenta incidência de aproximadamente 16 mil novos casos por ano, e é o tumor com maior taxa de mortalidade em todo o mundo, tanto em homens como em mulheres.

Em grande parte dos pacientes não é possível realizar uma segunda biópsia. Esta segunda biópsia pode ser extremamente útil para monitorar a evolução molecular da patologia e a possível aparição ou o desaparecimento de mutações chaves.

Uso clínico

Trata-se de exame não invasivo que permite a análise genética no sangue de pacientes oncológicos, “biópsia líquida”. O exame apresenta uma alta sensibilidade e especificidade de 100%, e permite a detecção e a quantificação de mutações em três genes:

- A análise de EGFR (deleção no éxon 19, mutação p.L858R localizada no éxon 21) é obrigatória para selecionar  pacientes com câncer de pulmão avançado para o tratamento em primeira linha com inibidores de EGFR. A mutação T790M no éxon 20 do gene EGFR é uma mutação de resistência presente em mais de 60% dos pacientes com câncer de pulmão que melhoram ao tratamento com inibidores de TKI. Estes pacientes apresentam baixa probabilidade de realizarem uma biópsia pela segunda vez.

- A análise de KRAS (mutações localizadas nos códons 12 e 13) é obrigatória em câncer colorretal para a escolha do tratamento. Os pacientes que não apresentam mutação tratam-se preferencialmente com terapias anti-EGFR. Contudo, as mutações de KRAS constituem um fator de mau prognóstico em muitos tipos de câncer.

- A análise de BRAF, mutação V600E, é obrigatória para selecionar pacientes com melanoma metastático para o tratamento com inibidores de BRAF. Também é um marcador de resistência a agentes anti-EGFR em câncer colorretal.

A análise dessas mutações é necessária para determinar se o paciente com câncer pode receber tratamento com terapias direcionadas.

Adicionalmente, a detecção e quantificação seriada destas mutações no sangue de pacientes oncológicos são úteis para monitorar o curso da patologia.

Os testes permitem realizar análises genéticas em pacientes dos quais não é possível obter uma biópsia ou a quantidade de tumor é insuficiente e, por outro lado, possibilita realizar um seguimento da evolução molecular da patologia.

Rendimento analítico

O exame é um ensaio quantitativo Taqman que utiliza a tecnologia PNA-clamp para determinar mutações em DNA livre purificado de soro e plasma.

A prova foi validada em uma corte de pacientes caracterizados em tecido tumoral e atualmente é utilizado em ensaios clínicos patrocinados por empresas farmacêuticas.

Indicações

EGFR: câncer de pulmão de célula não pequena.

KRAS: câncer de pulmão de célula não pequena, colorretal, pancreático e outros.

BRAF: câncer colorretal, melanoma metastático, tumores de tireoide, câncer de pulmão de célula não pequena e outros.

Resultados

No caso de detectar uma mutação, o laudo incluirá a quantificação absoluta e relativa da mesma (em pg/μL de genoma mutado e porcentagem de alelos mutados em relação ao total, respectivamente).

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