As vantagens da técnica de Tomossíntese Mamária

03.10.2019

A Tomossíntese Mamária é um tipo de tecnologia mais avançada da Mamografia Digital, aprovada em 2011 pelo Food and Drug Administration (FDA). Nesta técnica, o tubo de raios-X do mamógrafo se movimenta, resultando em cortes sequenciais, permitindo a visualização tridimensional da mama.

As imagens obtidas também podem ser reconstruídas numa imagem mamográfica em duas dimensões (imagens sintetizadas). Acrescenta-se ainda que a dose de radiação do método não excede a dose glandular média de segurança.

 

Veja também:

 

A técnica de Tomossíntese Mamária minimiza os efeitos da sobreposição de tecido mamário, inerente das mamografias convencionais em 2D. A sobreposição de tecido mamário pode tanto ocultar algumas lesões, gerando resultados falsos-negativos como criar falsas lesões, gerando resultados falsos-positivos e biópsias desnecessárias. A visualização tridimensional possibilita a melhor caracterização das lesões, resultando num menor número de reconvocações, complementações e, consequentemente, numa menor exposição à radiação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  • Mamografia - nódulo no quadrante inferior

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  • Tomossíntese Mamária - melhor definição da lesão por redução da sobreposição do parênquima mamário.

 

Mais acurácia de detecção e menos reconvocações

Um estudo de revisão publicado na Journal of the National Cancer Institute, em agosto de 2018 (Breast Cancer Screening Using Tomosynthesis or Mammography: A Meta-analysis of Cancer Detection and Recall) concluiu que a tomossíntese pode aumentar a acurácia da detecção do câncer de mama em 1,6 casos em 1000 rastreamentos, além de reduzir as taxas de reconvocações em cerca de 2,2%.

Assim, a tomossíntese é considerada como uma alternativa para o rastreamento do câncer de mama, segundo as recomendações do NCCN (National Comprehensive Cancer Network® - Version 1.2019 — May 17, 2019), notadamente devido à redução nas taxas de reconvocação e melhora nas taxas de detecção.

 

Autor

Dra. Marcela Balaro

Coordenadora de Imagem Mamária      CRM 52.71136-5

Médica formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com Residência Médica em Radiologia no Instituto Nacional do Câncer (INCA).