Estudo vê risco de dano cerebral no futebol profissional

31.07.2018

Um estudo realizado pela University College London (UCL) e publicado na revista Acta Neuropathologica, afirma que jogadores de futebol profissional têm as mesmas chances de sofrer danos cerebrais sérios quanto atletas de boxe e futebol americano. Os danos podem provocar demência ou até mesmo levar os jogadores a morte precoce.

No estudo da UCL, os cientistas analisaram como anos de “cabeçadas na bola” levariam ao mesmo tipo de dano progressivo observado em lutadores peso pesados. Foram estudados casos de 14 ex-jogadores (13 deles profissionais e um amador), que iniciaram no futebol (e com as cabeçadas na bola) durante a infância ou no início da adolescência, e que foram hospitalizados entre 1980 e 2010 com demência. Os sinais de demência começaram quando eles tinham em torno de 65 anos – enquanto que, na população em geral, começa apenas aos 75 anos – e em 12 dos 14 casos analisados, os ex-jogadores morreram com demência avançada. As autópsias revelaram que quatro deles sofriam com Alzheimer, além de mostrarem sinais de Encefalopatia Traumática Crônica (ETC) - uma proporção bem maior do que a encontrada no resto da população (12%).

É a primeira vez que se confirma a relação da ETC com ex-jogadores de futebol em um estudo. Os pesquisadores disseram ainda que é indispensável fazer uma pesquisa em maior escala, com a colaboração da FIFA.

 

O Richet Medicina & Diagnóstico dispõe dos exames de imagem mais utilizados hoje em dia no diagnóstico da demência: a ressonância magnética de crânio com espectroscopia e o PET-CT de crânio.

 

Ressonância magnética de crânio com espectroscopia: clique aqui para visualizar
PET-CT neurológico (de crânio): clique aqui para visualizar