Pesquisa e tipagem molecular para o HPV

12.05.2015

Genotipagem do Papilomavirus Humano para identificação dos subtipos de baixo e de alto risco oncogênico

O Laboratório Richet disponibiliza teste molecular para detecção e tipagem de 35 genótipos do HPV de alto e baixo risco oncogênico em uma única amostra, com alta especificidade e sensibilidade.

O Papilomavirus humano (HPV)  é o agente mais comum das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), apresentando altas taxas de prevalência. Existem mais de 200 tipos descritos, sendo atualmente 50 isolados da mucosa anogenital tanto masculina quanto feminina. Os vírus são classificados de acordo com seu potencial oncogênico em grupos genotípicos de alto e de baixo risco. O grupo de alto risco oncogênico compreende aqueles associados às lesões cervicais pré malignas e malignas – especialmente os subtipos HPV 16 e 18, sendo os responsáveis por 70% dos casos de câncer cervical invasivo no Brasil.

Estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença, sendo 32% infectadas pelos subtipos 16 e 18.  Em relação ao câncer de colo do útero, estudos apontam que 270 mil mulheres, no mundo, morrem devido à doença. No ano de 2015, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 15 mil novos casos e cerca de 4.800 óbitos. No Brasil, sabe-se que o câncer cervical é o segundo tipo de câncer mais prevalente na população feminina, sendo ainda a quarta maior causa de morte dentre as mulheres.

Embora a infecção pelo HPV seja considerada parte integral do desenvolvimento do câncer cervical, a associação entre a infecção pelo HPV, a persistência dos subtipos oncogênicos e outros fatores de risco são os determinantes do desenvolvimento da neoplasia intraepitelial cervical e do câncer cervical. Os fatores de risco incluem a idade jovem, o número de parceiros sexuais ao longo da vida, atividade sexual, fumo,  baixo status socioeconômico, fatores genéticos, assim como a infecção pelos subtipos 16 e/ou 18. Além destes fatores, outros como infeção pelo HIV, vaginose bacteriana, tricomoníase e presença de Chlamydia trachomatis são considerados adjuvantes ao processo neoplásico.

Estudos confirmam a presença do HPV em quase 100% dos casos de câncer cervical. Cerca de 20% de indivíduos sadios, em todo o mundo, estão infectados pelo HPV. A maior parte dessas infecções é assintomática e transitória, tornando-se completamente indetectável dentro de um a dois anos, mas a infecção persistente pelo vírus favorece o desenvolvimento de lesões pré-cancerosas e, posteriormente, da neoplasia.

A detecção precoce de lesões precursoras com o uso do teste de Papanicolaou é a principal estratégia de combate dessa neoplasia, mas o rastreamento populacional não afeta a incidência de infecção pelo HPV, e as lesões necessitam de seguimento cuidadoso e tratamento. Devido à baixa sensibilidade do teste, 50% dos adenocarcinomas e 25% dos carcinomas escamosos ocorrem em mulheres examinadas, mesmo em países com programa de rastreamento adequado.

O Laboratório Richet disponibiliza o teste de tipagem molecular para o HPV, pertencentes aos grupos epidemiológicos de baixo e alto risco oncogênico em amostras genitais. O teste baseia-se na amplificação de fragmentos específicos do genoma viral e na sua hibridização com sondas específicas para cada tipo de HPV, sendo capaz de detectar infecções e coinfecções de até 35 genótipos do HPV em uma única amostra, com alta especificidade e sensibilidade.

Pesquisa e Tipagem Molecular para o HPV por Método PCR

Tipos de HPV de Alto Risco Oncogênico Pesquisados

Tipos 16, 18, 26, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 53, 56, 58, 59, 66, 67, 68, 69, 70, 73, 82 e 85

Tipos de HPV de Baixo Risco Oncogênico Pesquisados

Tipos 6, 11, 32, 40, 42, 44, 54, 55, 61, 62, 64, 71, 72, 74, 81, 83, 84, 87, 89 e 91

Exame: HPV, DNA PCR (PESQUISA E TIPAGEM MOLECULAR)

Amostra: Amostras genitais colhidas em swab estéril com escova (kit de coleta HPV) ou suspensões em meio de coleta líquido (SurePathâ)

Preparo do paciente: Coletar em recipiente adequado, que pode ser retirado em uma das unidades de atendimento do Laboratório Richet. Para sua comodidade, solicite kits de coleta para o seu consultório.

Bibliografia Recomendada:

BONDE J, REBOLJ M, EJEGOD DM, PREISLER S, LYNGE E, RYGAARD C. HPV prevalence and genotype distribution in a population-based split-sample study of well-screened women using CLART HPV2 human papillomavirus genotype microarray system. BMC Infect Dis. 2014 Jul 26;14:413.

DE SANJOSÉ S, DIAZ M, CASTELLSAGUÉ X et al. Worldwide prevalence and genotype distribution of cervical human papillomavirus DNA in woman with normal cytology: a meta-analysis. Lancet Infect Dis. 2007; 7(7): 453-9

EKLUND C, FORSLUND O, WALLIN KL, ZHOU T, DILLNER J; WHO Human Papillomavirus Laboratory Network. The 2010 global proficiency study of human papillomavirus genotyping in  vaccinology. See comment in PubMed Commons belowJ Clin Microbiol. 2012 Jul;50(7):2289-98.

TEIXEIRA JC. Indicações do uso de vacina anti-HPV. Urologia Essencial. 2011: 1(3): 36-41.

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