Superdosagens de biotina podem causar interferências em resultados de exames laboratoriais.

20.04.2017

O uso de biotina, também conhecida como vitamina B7 em superdosagens, vem causando resultados inesperados em resultados de exames laboratoriais. A biotina é uma vitamina, atualmente utilizada com ou sem prescrição médica como fonte de fortalecimento para cabelos e unhas, além de outras ações atribuídas ao seu consumo. O que vem acontecendo é que as dosagens utilizadas são bastante elevadas e pode causar interferências em resultados de exames laboratoriais. 

 

As interferências causadas pelo uso de biotina são conhecidas há algum tempo pelos patologistas clínicos e inclusive consta como uma das limitações nas bulas dos reagentes. A biotina se liga à streptoavidina e também ao rutênio, ambos utilizados em testes imunológicos. Os casos mais frequentes ocorrem com hormônio da Tireoide, pois causa resultados baixos de TSH e muito elevados de T3 e T4, incluindo T4L, mas pode ocorrer também em outros testes como Ferritina e marcadores tumorais. Entretanto, nem todas as plataformas de testes sofrem interferências, mas somente as que empregam streptoavidina ou rutênio, o que pode causar confusões quando o teste é repetido em outro laboratório. O aumento da quantidade de relatos ocorreu com a onda de consumo, principalmente em superdosagens. O médico deve ficar atento a resultados sem correlação clínica e sempre questionar ao paciente sobre o uso, e ao laboratório sobre possível interferências. Simplesmente dizer ao paciente que o resultado deve estar errado e mandar repetir em outro laboratório não costuma ser benéfico para ninguém.